Muitos hospitais conhecem o seu faturamento por convênio, mas poucos sabem o custo real de cada procedimento. Sem esse número, a negociação de pacotes vira aposta, e linhas deficitárias podem passar anos escondidas na média.
Os métodos mais usados
- Custeio por absorção: distribui todos os custos aos centros produtivos; é a base contábil.
- Custeio baseado em atividades (ABC): atribui custos conforme as atividades consumidas.
- TDABC (time-driven ABC): usa o tempo de cada etapa e o custo por minuto dos recursos, mais simples de manter atualizado.
Por onde começar
Escolha as dez cirurgias ou internações de maior volume ou valor, mapeie a jornada do paciente — da admissão à alta —, levante tempos de sala, equipe, materiais e medicamentos e confronte o custo com o valor pago por cada operadora. O primeiro retrato costuma ser revelador.
Do custo à decisão
Com custo por procedimento, o hospital consegue precificar pacotes com segurança, defender reajustes com argumentos, decidir onde investir e identificar desperdícios. É também a base para modelos de remuneração por valor, que avançam na saúde suplementar.
💡 Você sabia?
O TDABC foi proposto por Robert Kaplan e Steven Anderson e se popularizou na saúde por permitir comparar o custo de toda a jornada do paciente.
😉 E a Audit+ com isso?
A Audit+ implanta custeio por procedimento e painéis de margem por convênio e linha de cuidado. 💰 Negociar sabendo o seu custo muda o tom da conversa.
Referências e legislação
- CFC · Normas e orientações de contabilidade de custos — acessar
- Harvard Business Review · Time-Driven Activity-Based Costing (Kaplan e Anderson, 2004) — acessar
✍️ Nota do autor
Média esconde prejuízo. Custo por procedimento é a lanterna que mostra onde o hospital ganha e onde perde.
— Núcleo Técnico Audit+ · Auditoria em Saúde, Consultoria e Contabilidade
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