Segurança da informação costuma ser vista como despesa de TI. Os números mostram outra coisa: no Brasil, uma violação de dados custa em média R$ 7,19 milhões, segundo o relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM. Detecção, contenção, notificação, paralisação e perda de clientes entram na conta.
De onde vêm as violações
O phishing — o e-mail ou a mensagem que convence alguém a clicar, digitar a senha ou pagar um boleto falso — foi o vetor inicial mais comum, com 18% dos casos no Brasil. Violações originadas em fornecedores e parceiros representaram 15% e foram as mais caras, com custo médio de R$ 8,98 milhões. Ou seja: a segurança da sua empresa também depende do contador, do provedor de sistema e da empresa de folha que acessam os seus dados.
O que reduz o prejuízo
- Uso extensivo de automação e IA em segurança: custo médio de R$ 6,48 milhões, contra R$ 8,78 milhões sem essas ferramentas.
- Plano de resposta a incidentes testado, com papéis definidos.
- Autenticação multifator e revisão periódica de acessos.
- Cópias de segurança isoladas e testes de restauração.
- Cláusulas de segurança e LGPD nos contratos com fornecedores.
O ponto cego da IA
O mesmo relatório aponta que apenas 29% das organizações brasileiras pesquisadas tinham políticas de governança para o uso de inteligência artificial. Ferramentas adotadas sem controle — a chamada shadow AI — abrem novas portas: dados de clientes colados em assistentes públicos, integrações sem revisão e acessos sem dono.
💡 Você sabia?
Os números da IBM são médias de organizações pesquisadas e variam muito por porte e setor. O valor mais útil é o padrão: quanto mais rápido se detecta e contém, menor o custo.
😉 E a Audit+ com isso?
A Audit+ avalia controles de acesso, fornecedores e resposta a incidentes e traduz o risco cibernético em números que a diretoria entende. 🔐 Segurança também é assunto de balanço.
Referências e legislação
- IBM · Cost of a Data Breach Report 2025 — acessar
- Lei nº 13.709/2018 (LGPD) · Art. 46 — segurança e sigilo de dados — acessar
✍️ Nota do autor
Ninguém controla tudo. Mas toda empresa pode decidir com antecedência o que fazer nas primeiras horas — e é aí que se economizam milhões.
— Núcleo Técnico Audit+ · Auditoria, Consultoria Contábil e Tecnologia
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